Brasil cria 121,3 mil vagas formais em setembro, queda de 43,5%

O Brasil gerou 121.305 novas vagas formais de trabalho em setembro, refletindo uma queda de 43,5% em relação ao mesmo mês de 2025.

Esse número foi o menor para um mês de setembro desde 2020, sendo impactado pela mudança na metodologia do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e a redução do consumo no país.

Em um contexto mais amplo, o saldo total de vagas com carteira assinada entre janeiro e setembro de 2026 acumulou 1,248 milhão, um recuo de 27,9% se comparado ao mesmo período do ano passado.

vagas formais no Brasil

Analistas apontam que a desaceleração no mercado de trabalho está ligada aos altos juros e à crise econômica, afetando especialmente o setor de serviços e comércio.

Queda na criação de vagas formais

No mês de setembro, o Brasil criou 121.305 vagas formais, representando uma diminuição de 43,5% em relação ao ano anterior, quando foram geradas 214.609 empregos com carteira assinada. Este resultado é o menor para o mês de setembro desde 2020. A alteração nas metodologias do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) impede comparações diretas com anos anteriores a 2020.

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Desde o início do ano até setembro, foram criadas aproximadamente 1,248 milhão de vagas com carteira, o que representa uma queda de 27,9% se comparado ao mesmo período de 2025, quando o saldo ficou em torno de 1,731 milhão.

Desempenho por setores econômicos

O setor de serviços lidera a criação de vagas formais em 2026, com a adição de 775,8 mil postos de trabalho, marcando um crescimento de 3,39%. Em seguida, a construção civil se destacou, com a abertura de 207,4 mil vagas, representando um avanço de 7,03%.

Na indústria, foram criados 188,6 mil empregos, com crescimento de 2,1%, destacando-se na fabricação de produtos alimentícios e veículos. A agropecuária também teve um desempenho positivo com 51,9 mil novas vagas, alcançando uma alta de 2,87%, impulsionada por atividades de apoio à agricultura e cultivo de café.

Apesar do saldo geral positivo, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, destacou a desaceleração na geração de empregos, atribuindo a situação ao aumento das taxas de juros e à redução no consumo. Observou que a taxa de juros elevada tem impactado negativamente os investimentos e, consequentemente, a criação de novas vagas.

O mercado de trabalho formal também enfrenta altercações, especialmente no comércio, que gerou apenas 25,2 mil novas vagas no acumulado do ano, um crescimento tímido de 0,24%. O aumento das compras online pode estar contribuindo para essa redução na demanda por trabalhadores em lojas físicas.

Em setembro, os serviços foram o motor do emprego, adicionando mais de 81 mil novas vagas formais, seguidos pela indústria, comércio e construção. Quanto aos salários, o salário médio real de admissão ficou em R$ 2.429,41, com uma leve queda de 0,05% em relação ao mês anterior.